Tua


O que há de ficar?
O que há convir?
Se só confundo nossos cheiros quando você vira a porta, podendo ficar mais cinco minutos, podendo ficar a eternidade e mais um pouco, porque nem todo demais, é o suficiente pra mim.
Eu quero mais
Língua de manhã
Sol a noite
Eu quero chorar no claro e abraço de recém nascido.
Eu quero a bandeira do Brasil colorida.
Mas você vira as costas, fura a porta e meu coração.
Sem beijos, sinto quase que todo peso do chão.
Choro é mero traquilizante
Se amanhã te tenho, não está distante.
Tua boca e segredos
Que pecar em mim mete medo.
Mas não tenho receios se o seu ser é está em mim.
Armadilha do vulcão.
Pouco me importa a explosão.
Se me fizer refém dos teus anseios
O pouco que eu quero é o que você pode me oferecer.
Mas eu sempre quero tanto, e continuo a te querer, não tem limites.
Sou tua, podes crer.

(Elen Abreu)

Um comentário:

Naiara Rabelo disse...

Lindo poema =)

almapoeticaa.blogspot.com.br/

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